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Áudio Sergio — 24/04/2026

Dois áudios enviados em sequência. Sergio explica para Marcelo a situação completa do caso: o que foi resolvido, o que voltou para a família, dois problemas graves (Bená cobrando em nome da família e os 14 apartamentos) e o motivo pelo qual passar as escrituras é extremamente mais complexo do que parece.


Tarumã I — Resolvido

Informação

Sergio confirma que o Tarumã I está praticamente encerrado. A solução está definida, só falta a lavratura e assinatura da escritura.


O que foi a permuta original (Tarumã II + Marajoara)

Sergio explica o negócio original para contextualizar:

  • Dois terrenos (Tarumã II e Marajoara) foram dados em permuta pela Torre 1 do Tarumã II (cuja estrutura já estava construída) mais 4 apartamentos adicionais — totalizando 37 apartamentos prometidos.
  • A Torre 1 foi entregue ao Bená (TROPCONS) para que ele a vendesse e quitasse todas as dívidas atrasadas — dívidas que, segundo Sergio, não eram sequer responsabilidade da família.
  • Resultado: a família perdeu os terrenos, gastou dinheiro e tempo, e não recebeu o que foi prometido.

"Mais de 30 anos correndo atrás disso. A justiça nesse país protege o vagabundo."


Decisão judicial: terrenos voltaram para a família

Informação

A ação judicial já foi decidida: o juiz devolveu os terrenos à família.

  • Tarumã II: 2 áreas remanescentes — suficientes para construir duas torres.
  • Marajoara: 4 áreas voltaram, porém o Bená removeu uma do contrato antes da assinatura (Torre 5) — na prática são 3 áreas da família.

O pedido original da ação foi considerado equivocado pelo próprio Sergio: "Pedimos o terreno de volta — o juiz deu o terreno de volta pra gente." Isso gerou uma complicação:

Atenção

Condição imposta pelo juiz: A família precisa passar a escritura a quem provar que pagou pelo apartamento.

Problema: vários moradores estão apresentando recibos de pagamento que parecem falsificados — Sergio diz que "se tivesse como ver a idade do papel, via que foi feito semana passada". Mesmo assim, esses moradores não têm dinheiro nem para pagar R$ 900–1.000 de taxa de transferência da escritura.


Os 14 apartamentos cujos donos não entraram na ação

Perigo

14 proprietários de apartamentos não participaram da ação judicial e não conseguem provar que pagaram.

Situação jurídica segundo Sergio:

  • Alguns pagaram metade à CGS e a CGS construiu metade do apartamento. A outra metade foi construída por eles mesmos — no terreno da família, sem autorização.
  • O juiz avaliou esses apartamentos em R$ 500.000,00 cada.
  • Com base nisso, a família tem direito de cobrar 50% = R$ 250.000,00 por apartamento.
  • Na prática, segundo Sergio, esses imóveis valem entre R$ 160.000 e R$ 200.000, e os moradores sequer pagam condomínio.

Sergio considera cobrar esses 14, mas ressalta que a situação mudou: anteriormente estava tentando ajudá-los, agora está disposto a deixar que "se fodam" e percam os apartamentos.


Alerta grave: Bená cobrando em nome da família

Perigo

Este é o risco mais urgente identificado no áudio.

Após o processo, Bená fez um contrato com a família para cobrar devedores em nome da família — mas o dinheiro arrecadado vai para ele, não para a família.

Agravante: o contrato foi alterado por Bená antes ou depois da assinatura (Sergio afirma que "aquele mudou depois que você viu"), repetindo o padrão já documentado com a Torre 5 do Marajuara.

Consequência direta: Alguém está cobrando moradores e ex-compradores usando o nome da família Alves. Se algum cobrado reagir com violência, o alvo será Sergio — não Bená.

"Eu posso tomar um tiro no meio da rua porque eu tô cobrando um cara. Tem alguém cobrando alguém no meu nome."

Ação urgente necessária: Rever o contrato celebrado com Bená. Verificar o que foi alterado. Notificar Bená formalmente para cessar as cobranças em nome da família ou renegociar os termos com total transparência.


Desmembramento dos terrenos agora possível

Informação

Sergio menciona que um documento (aparentemente relacionado ao cartório ou à regularização fundiária, referido como "documento do Caetano") não era útil durante o processo judicial. Agora que o processo encerrou, o desmembramento dos terrenos pode ser feito.


Posição de Sergio: quer sair de tudo

Sergio afirma explicitamente que quer se desligar completamente do caso:

"Vai perder? Já perdemos há muito tempo. Isso aí só deu prejuízo, só deu problema. Eu quero cair fora de tudo isso."

Faz uma oferta direta a Marcelo:

"Quer tudo o terreno pra você resolver pra mim? Eu te dou tudo o terreno e acabou."


Estratégia das "fatias"

Sergio descreve a abordagem em curso:

  1. Dividir o total de disputas em "fatias" e resolver uma por vez.
  2. Após resolver a maioria, restarão 4 fatias a brigar.
  3. Com o posicionamento atual dos moradores — que "se acham o rei do mundo" — Sergio quer que enfrentem as consequências.
  4. Os 14 que não cooperaram: anteriormente Sergio estava tentando ajudá-los. Agora não está mais.

Marcelo — Identificação pendente

Atenção

O áudio é uma conversa entre Sergio e alguém chamado Marcelo. Esta pessoa não consta nos registros da família até agora. No segundo áudio Sergio diz: "não quero que você se preocupe com isso, não quero que seus filhos se preocupem" — indicando que Marcelo já tem filhos (geração adulta). Pode ser irmão de Sergio, outro parente próximo ou assessor de confiança. Confirmar identidade e papel de Marcelo no caso.



Áudio 2 — O problema das escrituras em cadeia e o IPTU

Continuação imediata do áudio anterior. Sergio explica por que transferir as escrituras é muito mais complexo do que parece, e por que quer proteger Marcelo e seus filhos dessa carga.

Intenção de Sergio com Marcelo

Sergio deixa claro seu objetivo ao falar com Marcelo:

"Eu quero paz. Não quero que você se preocupe com isso, não quero que seus filhos se preocupem. Você não tem tempo. Eu tenho que dar um jeito de resolver, tem que dar um jeito de terminar isso aí."

Isso revela que o caso é visto por Sergio como um fardo que ele não quer transferir para a próxima geração — e que Marcelo tem responsabilidades próprias (filhos, vida, tempo limitado).


O problema das escrituras em cadeia

Sergio ilustra com um exemplo concreto a dificuldade de cumprir a ordem do juiz (passar escritura para quem provar que pagou):

Perigo

Cadeia de transferências sem documentação formal:

Zé da Silva comprou → vendeu para Marcos → Marcos vendeu para João → Zé da Silva morreu

Para quem a família passa a escritura? Para o "Zé da Silva" do contrato original — que está morto. A família não pode simplesmente ignorar essa cadeia.

Agravantes:

  • A família de Zé da Silva não fez inventário e provavelmente não vai fazer — o apartamento não vale o custo do processo
  • João (quem ocupa hoje) precisa provar toda a cadeia: comprou de quem comprou de quem comprou
  • Cada etapa pode exigir documentação que não existe ou está perdida

Estimativa de Sergio: Resolver cada caso pode levar 2, 3, 5 ou até 10 anos. São dezenas de unidades.


IPTU no nome da família

Atenção

Mesmo sem receber os apartamentos e sem ter utilidade sobre eles, o IPTU continua sendo cobrado no nome da família.

Sergio é quem recebe as cobranças. Isso gera débito no nome da família sem que ela tenha qualquer controle sobre os imóveis.

Ação necessária: Verificar com o advogado como suspender ou redirecionar a cobrança de IPTU para os ocupantes efetivos.


Solução cogitada: abrir mão da herança / transferir tudo

Sergio menciona uma saída radical:

"Uma solução é essa que eu falo: abrir mão da herança. Só que fazer isso custa caro — tem que passar todas as coisas no seu nome."

Ou seja: ceder formalmente todos os direitos a uma única pessoa (possivelmente Marcelo) para que ele resolva do jeito que quiser. O custo é alto porque exige transferência formal de todo o patrimônio envolvido.

A alternativa seria aguardar o juiz exigir prova de cada compra — processo que Sergio estima levar décadas.


Conclusão de Sergio

O áudio encerra com Sergio dizendo: "Então, o ponto que eu ia fazer... vamos ver o que fazer." — sem resolução definida. A conversa termina em aberto, sem decisão tomada.


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