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Análise — Situação Atual

Última atualização: 24/04/2026. Baseado nas reuniões e áudios desta semana.


Resumo

A família possui duas frentes abertas (Tarumã II e Marajuara) e quer encerrar ambas via acordo judicial com a TROPCONS (Luiz Carlos Bená). A estratégia é simples: ceder os terrenos restantes, receber contrapartidas definidas, e sair com homologação judicial que transfere toda responsabilidade futura para Bená.

Sergio está disposto a perder para encerrar. O risco de continuar — ser processado por moradores, advogados e credores — é maior do que o custo de sair agora.


Frente 1 — Tarumã II (negociação avançada)

O que a família tem: Torres 3 e 5 (2 áreas de terreno não construídas)

Proposta acordada com Bená em 22/04/2026:

O que a família entregaO que a TROPCONS entrega
Torres 3 e 5 do Tarumã II2 apartamentos que Bená já comprou
2 apartamentos adicionais a comprar e entregar
Assunção dos honorários do Dr. Constantino
Responsabilidade judicial total pelo processo (homologação pelo juiz)

Informação

Bená vai estudar e retorna na semana de 27/04/2026.


Frente 2 — Marajuara (negociação difícil)

O que a família tem: Torres 2, 4 e 6 (3 áreas — mas deveriam ser 4)

Atenção

Os moradores resistem fortemente à entrada de Bená. A advogada deles pediu proposta formal para apresentar aos proprietários.

O juiz consultará os moradores antes de homologar qualquer acordo. Eles podem se opor, mas precisarão provar formalmente que Bená é inadequado. Sem prova, o juiz tende a autorizar o acordo.

Sergio pretende resolver o Tarumã II primeiro e depois avançar no Marajuara nas mesmas condições.


Alerta 1 — Torre 5 do Marajuara (possível fraude contratual)

Perigo

Sergio afirma que Bená alterou o contrato de 2018 antes de mandá-lo para assinatura.

A família esperava receber 4 áreas no Marajuara (Torres 2, 4, 5 e 6). O contrato assinado lista apenas Torres 2, 4 e 6. A Torre 5 foi retirada — e uma cláusula que diz "o que sobrar da área é de Bená" fez com que ela passasse automaticamente para a TROPCONS.

Bená não abre mão. Afirma que a Torre 5 é dele pelo contrato.

A anotação manuscrita "FALTANDO 1 TORRE" encontrada na página 6 do contrato original é o registro de quando alguém da família percebeu a mudança.

Consultar urgente com o Fábio (advogado): há prazo prescricional para contestar um contrato com vício de consentimento — esse prazo pode estar correndo.


Alerta 2 — Bená cobrando em nome da família (risco pessoal e jurídico)

Perigo

Situação urgente identificada em 24/04/2026.

Bená fez um contrato com a família para cobrar devedores (ex-compradores, moradores inadimplentes) usando o nome da família Alves. O dinheiro arrecadado vai para ele — não para a família. O contrato foi alterado antes ou após a assinatura, repetindo o mesmo padrão da Torre 5 do Marajuara.

Consequência imediata: Se algum cobrado reagir com violência, o alvo será Sergio, não Bená. A família está exposta a risco físico e jurídico sem receber nenhum benefício.

Ação necessária:

  1. Localizar e revisar integralmente o contrato celebrado com Bená após o encerramento do processo
  2. Identificar exatamente o que foi alterado
  3. Notificar Bená formalmente para cessar cobranças em nome da família
  4. Avaliar com advogado se há base para rescindir esse contrato por vício de consentimento (mesma tese da Torre 5)

Alerta 3 — Acórdão não localizado (documento mais importante do caso GVB)

Perigo

Os autos do processo GVB mencionam em janeiro de 2026: "conversão de obrigação em perdas e danos conforme fixado no acórdão."

Existe uma decisão de segunda instância (tribunal de apelação) que definiu o que a família deve pagar e com que fundamento. Esse documento não está nos arquivos da família.

Sem esse acórdão, não é possível saber se a cobrança de R$ 456k tem base sólida ou não — e o Fábio não pode construir uma defesa adequada sem ele.

Ação imediata: Fábio deve localizar esse acórdão nos autos da Oposição (0006176/2003) ou via consulta ao TJSP.


Alerta 4 — O acordo precisa incluir a GVB explicitamente

Perigo

A GVB Patrimonial (mesma família Verdicchio Bená da TROPCONS) está processando a família cobrando R$ 456.816,03.

Se o acordo com Bená não mencionar expressamente o encerramento do processo GVB, a família cede os terrenos e continua devendo R$ 456 mil. São braços da mesma família operando de forma separada.

Qualquer acordo precisa incluir cláusula de quitação total de todos os processos, incluindo GVB.


Alerta 4 — Honorários do Dr. Constantino

O Dr. Constantino cobra R$ 1.701.360,00 (12% sobre 14.178 m² a R$ 1.000/m²). A família não concorda com o cálculo mas reconhece que deve os honorários (Cláusula 12ª do contrato de 2018 confirma isso).

Atenção

A contra-proposta ainda não foi elaborada. Se a TROPCONS assumir os honorários como parte do acordo do Tarumã II, esse problema se resolve junto.

Confirmar se a proposta com Bená inclui todos os honorários ou apenas parte.


Poder de barganha da família

A TROPCONS descumpriu o contrato de 2018 em pelo menos três pontos:

ObrigaçãoPrazoStatus
Resolver IPTU (Cláusula 9ª)Junho de 2018Não cumprida
Transferir unidades (Cláusula 8ª)Outubro de 2020Não cumprida
Relatórios mensais por e-mail (Cláusula 15ª)MensalmenteProvavelmente não cumprida

Cada descumprimento gera multa de R$ 100.000,00 (Cláusula 17ª). Além disso, pelo Parágrafo Único da Cláusula 13ª, a TROPCONS não tem direito a indenização pelas obras feitas se não cumprir o contrato.

A família não está negociando em posição de fraqueza. Está oferecendo uma saída a quem tem dívidas e obrigações vencidas.


Extinção da Oposição — impacto no processo GVB

A Oposição 0006176/2003 foi extinta em 16/04/2026, 6 dias antes da reunião com Bená.

O processo GVB (Liquidação 0010213/2023) é derivado dessa Oposição. A extinção pode ter enfraquecido a base jurídica do processo GVB — o que pode explicar a disposição de Bená em negociar agora.

Atenção

Verificar com o advogado se a extinção da Oposição afeta diretamente o processo GVB.


Tarumã I — fora da negociação principal

Sergio considera o Tarumã I praticamente resolvido e fora de prioridade. A solução em andamento é o usucapião pelos moradores (família dá o aval sem contestar).

Se os moradores não cooperarem, a família cogita devolver o terreno à massa falida da CGS — o que seria desastroso para os moradores, não para a família. A urgência é deles.


O problema das escrituras em cadeia — processo de décadas

Perigo

Cumprir a ordem judicial de passar as escrituras é muito mais complexo do que parece.

Sergio explica com um exemplo: apartamentos foram revendidos múltiplas vezes sem documentação formal. O comprador original (Zé da Silva) pode ter revendido para Marcos, que revendeu para João — e Zé da Silva morreu. A família só pode lavrar a escritura para o nome que consta no contrato original (Zé da Silva). João, quem ocupa hoje, precisaria provar toda a cadeia.

Agravante: as famílias dos compradores originais que morreram não fizeram inventário e não vão fazer — o apartamento não justifica o custo.

Estimativa de Sergio: 2 a 10 anos por caso. São dezenas de unidades.

Isso significa que mesmo querendo encerrar o caso, a execução da ordem judicial pode manter a família amarrada ao processo por muito tempo.


Os 14 apartamentos sem ação judicial

Atenção

14 proprietários não participaram da ação e não provam pagamento.

Com base no valor de R$ 500.000,00 por apartamento fixado pelo juiz, a família pode cobrar R$ 250.000,00 de cada um (50% correspondente à parcela construída no terreno da família).

Na prática, esses imóveis valem entre R$ 160.000 e R$ 200.000 e os ocupantes não pagam condomínio. Sergio estava tentando ajudá-los; agora quer que "se fodam" e enfrentem as consequências.

Avaliar com advogado se vale iniciar cobranças ou se isso abre precedente jurídico desfavorável.


Ações pendentes

AçãoResponsávelPrazo
URGENTE: Revisar contrato Bená / cobranças em nome da famíliaFamília / FábioImediato
Suspender ou redirecionar cobrança de IPTU para ocupantes efetivosFamília / AdvogadoUrgente
Aguardar retorno de Bená sobre Tarumã IIBenáSemana de 27/04/2026
Consultar Fábio sobre prescrição da Torre 5FamiliaUrgente
Elaborar proposta formal para moradores do MarajuaraFamíliaApós retorno de Bená
Confirmar se GVB está incluída no acordoFamilia / BenáAntes de assinar qualquer coisa
Elaborar contra-proposta de honorários (Constantino)FamíliaPendente
Iniciar desmembramento dos terrenos retornadosFamília / CartórioPode ser iniciado agora
Confirmar identidade e papel de Marcelo no casoFamíliaA esclarecer

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